Caso um meteoro de proporções semelhantes ao que atingiu Chelyabinsk e arredores, nos Montes Urais, na Rússia, na manhã desta sexta-feira (15), esteja a caminho do Brasil, só será possível saber por meio de agências espaciais internacionais ou quando ele se chocar com a atmosfera terrestre. Isso porque o país não possui um sistema de monitoramento de corpos celestes.
Apesar de ser possível observar frequentes contatos de meteoros com a superfície atmosférica no céu do país, o governo brasileiro não financia nenhum projeto nacional de monitoramento de meteoros, de acordo com o professor do departamento de Física, da Universidade Fedral do Espírito Santo (Ufes), Sérgio Bisch.
“Eu desconheço qualquer projeto no país. Em outros locais existem, por exemplo a própria NASA, nos EUA, que tem (o Monitoramento de Objetos Próximos à Terra), a Agência Espacial Europeia, a Rússia também possui. Porque é uma questão de segurança, é bom alertar para que haja mais investimento na área”, afirmou.
Vários meteoros colidem com a Terra todos os dias e várias toneladas desse material entram no planeta por causa de pequenas colisões, mas a grande maioria das partículas são pequenas, podendo acontecer de cair partículas maiores, como o que atingiu Chelyabinsk e arredores. Segundo o professor, qualquer região do planeta pode ser atingida por um meteoro. Não há um lugar que tenha maior ou menor incidência de queda de corpo celeste.
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" Espero que não haja consequências graves, no entanto, isso é uma prova de que não apenas a economia é vulnerável, mas todo o nosso planeta. "
- Dimitri Medvedev, primeiro-ministro russo
Fonte: Estudos em Geociências e DireitoLaw & Geosciences studies
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Meteoro: Brasil não possui sistema de monitoramento de corpos celestes
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Site da NASA mostra a Terra em transformação
Galeria de imagens da agência compara as mudanças que ocorreram ao longo dos anos, ou mesmo séculos, em vários locais do planeta; no Brasil inclusive
Por Gabriela Ruic
Por Gabriela Ruic
| No site State of Flux, NASA compara as transformações ocorridas em diversos locais do planeta e em diferentes períodos |
São Paulo – A NASA sempre aproveitou o seu conhecimento aeroespacial para ficar de olho, do espaço ou da Terra, em tudo o que acontece no planeta e faz questão de dividir suas descobertas com o grande público. Em mais uma ação do gênero, a agência lançou uma nova versão da sua impressionante galeria de imagens, a State of Flux.
Atualizada semanalmente, a página, parte do programa que estuda os fenômenos climáticos (Global Climate Change), reúne mais de 160 imagens. Elas comparam as mudanças que acontecem no planeta, seja por conta de transformações naturais ou humanas, ao longo dos anos ou mesmo dos séculos. A maioria delas foi capturada por satélites da agência enquanto algumas foram tiradas por cientistas e pesquisadores.
O site divide-se em sete categorias: cidades, eventos extremos, gelo, impacto humano, água, ocupação da terra e top picks (as favoritas da equipe). Em cada uma é possível observar o impacto do aquecimento global no derretimento de gelo em cadeias montanhosas, por exemplo, ou a expansão urbana causada pelo crescimento populacional.
No que diz respeito ao Brasil, as imagens da agência mostram o desmatamento no estado do Mato Grosso. A primeira delas, feita em 1992 por um satélite do Landsat Program - em atividade desde 1972 - mostra que, na época, 25% da área do estado já estava devastada. A segunda foi capturada em 2006 por outro satélite e aponta que, em menos de 15 anos, 80% da floresta local foi desmatada.
Sistema lançado no aniversário da Embrapa disponibiliza dados geoespaciais para agricultura e meio ambiente
Por Graziella Galinari | 25 de Abril de 2012
O sistema GEONETCast, criado para disseminar dados de satélite e produtos ambientais utilizando infraestrutura de baixo custo, é uma das tecnologias apresentadas durante as comemorações pelo aniversário de 39 anos da Embrapa, neste dia 25 de abril, em Brasília (DF). Um sistema receptor está em operação na Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas/SP) como resultado da participação no projeto internacional DevCoCast, permitindo o acesso a uma grande diversidade de informações geoespaciais fornecidas por diversos provedores em todo o planeta.
Em escala continental, os dados disponibilizados pelo sistema têm aplicação em questões relacionadas à vegetação e à agricultura, incêndios e inundações, recursos hídricos, dados de oceanos, tempo e clima, visando tomadas de decisão na agricultura, monitoramento da vegetação e de eventos extremos, como secas, estimativa de rendimento agrícola e vulnerabilidade ambiental, em prol do desenvolvimento sustentável. A participação no sistema também oferece a possibilidade de obtenção de dados em séries históricas de imagens de satélite.
“Os produtos gerados através do processamento destes dados poderão beneficiar decisões técnicas e políticas em todos os setores da sociedade, incluindo agricultura e uso das terras, meio ambiente e mudanças climáticas, turismo, entre outras, diminuindo o impacto causado pela dependência de informação vinda dos grandes centros por parte dos países em desenvolvimento, contribuindo para a busca da sustentabilidade”, explica um dos coordenadores do projeto, Édson Luis Bolfe.
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